Santa Joana d'Arc
 
 
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  Paróquia..São..Lucas..Evangelista  Carapicuiba - São Paulo - Diocese de Osasco
 
          
 

 

                                                        

COMUNIDADE SANTA JOANA D'ARC
 
 

Fundada pelo Pe. Ubirajara Vieira de Melo em 17 de Junho de 2000, no dia 19 de Outubro de 2001 o Bispo Diocesano D. Francisco celebrou a 1ª Missa abençoando a capela e o altar, e colocando o sacrário para as reservas eucarísticas.
A comunidade hoje é realidade no bairro e vem desenvolvendo os seus trabalhos pastorais como: Legião de Maria, Catequese, Dízimo, Conferência Vicentina, Coroinhas, Legião de Maria Juvenil, Liturgia, Apostolado da Oração, Batismo, Equipe de Eventos.


HORÁRIOS DE MISSAS E CELEBRAÇÕES DA PALAVRA:
  •  Quinta-feira às 20:00 horas
  •  Sábado às 19:30 horas
  •  Todo dia 30 do mês às 20:00 horas
  •  1º Domingo do mês  às 9h30  Celebração em ação de graças das Crianças

ENDEREÇO: Rua São Joaquim, 120 – Vila Freida – Carapicuiba – CEP.: 06380-060



BIOGRAFIA SANTA JOANA d'ARC

Com a intenção de esclarecer o povo católico e aprofundar a devoção à santa Joana d’Arc, o conselho da comunidade achou por bem elaborar uma breve biografia da santa e divulgar entre os participantes da comunidade e entre os vizinhos da capela de santa Joana d’Arc. Para começar é necessário que se entenda as condições em que encontrava a França no ano de 1412.

O Rei Eduardo III, da Inglaterra, querendo tomar posse das terras, do comércio e da coroa francesa, declara guerra aos franceses e inicia a Guerra dos Cem Anos no ano de 1337 que durou até 1453 (116 anos). A Guerra se dividia entre períodos violentos e tratados de paz, de modo que a França estava cercada e dividida pelos inimigos e seu exército em frangalhos, até que em maio de 1420 foi assinado o Tratado de Troyes em que ficou acertado que Henrique V da Inglaterra assumiria o título de regente e herdeiro da França, se casaria com Catarina de Valois que era a filha do Rei francês Carlos VI e que os filhos desta união reinariam sobre a França e sobre a Inglaterra. O Tratado excluía de toda e qualquer herança Carlos VII – conhecido como o Delfim - que era filho de Carlos VI com Isabel da Baviera. Foi Isabel da Baviera quem articulou com o Rei da Inglaterra o Tratado de Troyes, pois o Rei da França havia enlouquecido. Isabel da Baviera era adúltera e há quem diga que o Delfim não era filho do Rei da França, mas sim de um dos amantes de Isabel.

No mês de junho de 1420 casaram-se Henrique V da Inglaterra e Catarina de Valois da França, mas ocorreu que em agosto de 1422 morreu Henrique V e em outubro do mesmo ano morreu Carlos VI, o pai do Delfim. A França tinha dois Reis, um era uma criança de menos de dois anos de idade, o outro um jovem de dezessete anos, fraco, sem autoridade nenhuma, covarde e ignorado até pela própria mãe. A França era nesta ocasião um reino dilacerado pelas guerras interna e externa, as pessoas passavam fome, frio, não eram sepultados os soldados que morriam em batalha e quem não morria pela guerra morria de fome ou de frio.  Durante a guerra os ingleses se aliaram com os borgonheses contra os franceses, para diminuir os custos de guerra e o número de mortes do lado inglês.     

Joana d’Arc nasceu em 06 de janeiro de 1412, de uma família muito católica, seu pais eram Jacques d’Arc e Isabel Romée d’Arc, seu irmãos eram Jacques de 6 anos, Pierre de 4 anos, Jean de 3 anos e três anos depois do nascimento de Joana nasceria Catarina. Toda a família freqüentava a paróquia do vilarejo de Domrémy, onde nasceu a pequena Joana.  A menina cresce vendo de perto a injustiça imposta pelos ingleses ao seu país e se acostuma, assim como os outros, a pedir que Deus livre a França dos exploradores da Inglaterra. Joana tinha uma devoção que não é comum para alguém de tão pouca idade, ia à igreja todo o dia, confessava os pecados e tinha absoluta certeza da intercessão dos santos.

O tempo passou, mas pouco ou nada mudou para melhor na França, nossa santinha já está com treze anos e num dia como qualquer outro, fazendo o que sempre fazia vê descer do céu uma luz que não era a do sol, pois era mais forte que a do sol. Joana não conseguia ver ninguém, tal era à força da luz que se aproximou de Joana, derepente ouve uma voz: "Eu venho de Deus para te ajudar a ter bom comportamento. Sê boa, Joana, e Deus te ajudará”. Joana não entende a visão, não sabia quem lhe falara e o por quê, mas não conseguia parar de pensar na voz. Até que passado dois dias a mesma luz lhe aparece e ela reconhece no meio da luz a pessoa do Arcanjo São Miguel que lhe diz: "Joana sê boa e Deus lhe ajudará. Santa Catarina e Santa Margarida virão a ti, Joana. Segue os conselhos que elas te derem, pois as Santas te dirão o que tens a fazer. Deves acreditar em tudo o que disserem. Todas estas coisas se fazem por ordem de Nosso Senhor”.  

Tal qual o Arcanjo disse aconteceu, eis que Joana viu, vinda do céu, uma luz na qual estavam as Santas Catarina e Margarida aconselhando Joana a não deixar de ir à igreja e a obedecer todos os mandamentos do Senhor. Joana não via nenhuma ligação das vozes com a libertação da França, embora já não tremesse de medo ao ver as Santa Catarina e Santa Margarida. Até que em uma visão, Joana ouve das Santas a seguinte frase: "Filha de Deus, é preciso que deixes a tua aldeia e vás para onde se encontra o Rei da França”. Joana argumenta que é jovem demais e que não sabe falar e muito menos pegar em armas. Inútil. As Santas insistem e pedem coragem a Joana e dizem que não lhe faltará o socorro de Deus. Passados mais de anos da primeira aparição do Arcanjo Joana ainda hesita em partir para Vaucouleurs, pois nesta cidade morava o Capitão Baudricourt. Joana enfim ganha coragem e parte em direção a Vaucouleurs e relata para O Capitão Roberto de Baudricourt o que estava disposta a fazer por mandato das vozes. O Capitão riu e ironizou Joana por duas vezes, mas Joana com maior humildade e firmeza insiste ainda uma vez dizendo-lhe que sua missão seria levar o Delfim até a grandiosa Catedral de Reims para ser sagrado e coroado Rei da França. Até que Baudricourt enviou uma carta a Carlos VII – o Delfim – e recebeu como resposta à ordem de enviar a menina de 17 anos para Chinon, onde vivia.

É interessante dizer que na época de sua partida Joana tinha uma certa fama junto ao povo de Domrémy e de Vaucouleurs. Por fim, em 23 de fevereiro de 1429, partem, Joana d’Arc e mais seis homens consigo quase desarmados, por um caminho longo e irregular e repleto de assaltantes. Joana chega a Chinon e de início já é testada, o Rei desce de seu trono, põe um outro em seu lugar e mistura-se aos membros da coorte. Joana, como que guiada pelo Arcanjo, ao ver o senhor que ocupa o trono, não esboça reação e começa a passear os olhos pelo salão real procurando por Carlos de Valois. A moça se aproxima de um homem vestido sem pompa, se ajoelha e diz: "Deus vos dê uma longa vida, gentil Delfim”, todos no lugar se espantam.

Joana explica ao Delfim suas visões e como seria a vontade de Deus que o Delfim fosse sagrado e coroado na Catedral de Reims e que os ingleses fossem expulsos da França. Corria pela França uma profecia de que a França que havia sido arruinada por uma devassa (Isabel da Baviera) seria salva por uma Virgem. Joana pede ao Rei que lhe entregue um destacamento de soldados para recuperar a cidade de Orléans que fora invadida pelos ingleses. O Rei atende ao pedido de Joana e depois de uma batalha sangrenta e difícil o exército comandado pela Virgem Joana vence e expulsa os ingleses de Orléans. Durante a batalha Joana obrigava os soldados a confessarem os pecados ao padre que acompanhava o batalhão.

Mesmo com as vitórias de Orléans, Beaugency, Jargeau, Meung e Patay, o reconhecimento do Rei, da coorte e principalmente do povo, Joana nunca perdeu o foco e deixou claro ao Rei que o objetivo principal de sua missão era a coroação de Carlos VII como Rei da França na Catedral de Reims e a soberania nacional francesa. Ocorreram ainda outras vitórias, outras visões das Santas e do Arcanjo Miguel e mais sangue dos dois lados.

Até que em 17 de julho de 1429, na Catedral da Arquidiocese de Reims, Carlos VII, filho de Carlos VI e de Isabel da Baviera, recebe do Arcebispo de Reims a unção real e é coroado Rei de França, Joana quase não se contém de tanta alegria.

Sucederam-se ainda outras batalhas, Paris ainda não estava sob o comando das tropas do Delfim e a cidade de Compiègne está ameaçada de invasão pelos ingleses e pelos borgonheses. Joana saiu com suas tropas para defender a cidade de Compiègne e foi presa e levada para Filipe que era Duque da Borgonha, pois Joana foi presa por soldados borgonheses era o ano de 1430.

Surge na história de Joana d’Arc a pessoa de Dom Pierre Cauchon, bispo da diocese de Beauvis que no verão de 1429 fora obrigado a fugir às pressas quando se aproximaram as forças de Carlos VII comandadas pela Donzela de Orléans, não pode esquecer os incômodos e sustos daquela corrida desastrosa em que tivera que deixar para trás a quietude de seu Palácio Episcopal. Havia muito tempo Pierre Cauchon tinha relações com os ingleses, aos quais prestava serviços remunerados, na maioria das vezes para o Duque de Bedford. Mas o que Dom Pierre Cauchon queria mesmo era ser Arcebispo de Rouen e por causa deste objetivo fazia aliança com os poderosos da Inglaterra, já que a cidade de Rouen estava sob comando Inglês. 

Como Joana já tivesse tentado fugir anteriormente e para evitar que cometesse suicídio mandaram-na para o castelo de João de Luxemburgo. O Duque de Bedford fez uma proposta a João de Luxemburgo de 20 mil libras em resgate por Joana d’Arc e por outro lado Pierre Cauchon diz que Joana só pode ser julgada por um tribunal eclesiástico, pois cometeu crimes de heresia e de bruxaria, ambos queriam levar a Santa para ser julgada em Rouen.

João de Luxemburgo não pensou duas vezes e aceitou as 20 mil libras do Duque de Bedford. Joana foi levada para Rouen e instaurou-se um Tribunal do Santo Ofício para apurar se Joana d’Arc tinha ou não culpa dos crimes contra a fé católica de heresia, idolatria e bruxaria, caso fosse culpada a pena seria a morte na fogueira. 

O restante já conhecemos, tortura psicológica, falsos testemunhos, direito de defesa deturpado, ódio por parte de quem a julgava (Dom Pierre), vários exames para constatar a virgindade, espalhando entre o povo que Joana não era virgem, local péssimo para dormir, guardas querendo estupra-la, alfaiates querendo ver Joana desnuda com pretexto de tirar medidas para fazer roupas de mulher, questionamento repetitivo e o mais terrível de todos que era a ingratidão do Delfim, que não demonstrou o menor esforço na intenção de libertar Joana.

Joana d’Arc morreu, aos 19 anos de idade, queimada na fogueira, condenada e assassinada por um Bispo Católico, no dia 30 de maio de 1431 na cidade de Rouen, norte da França. Morreu amando a Igreja Católica, que é SANTA, apesar de ter filhos pecadores. Certa vez um dos jurados perguntou à Joana: "Tens certeza que estás na graça de Deus?” A Santa respondeu com tranqüilidade: "Se não estou, que Deus me admita nela. Se estiver, que Deus assim me conserve”. Enquanto as chamas lhe comiam a carne Joana implorou para que trouxessem para perto de si um crucifixo e quando viu diante dela o maior exemplo de amor que já existiu, Joana lembrou-se então da promessa feita pelo Arcanjo Miguel de que Deus lhe ajudaria nas suas necessidades e quanto mais subiam as chamas mais forte Joana gritava o nome de Nosso Senhor. O coração de Santa Joana d’Arc, por milagre, não foi consumido pelas chamas, permaneceu intacto e foi lançado nas águas do Rio Sena que corta a cidade.

A Paróquia São Lucas Evangelista muito se orgulha da Comunidade Santa Joana d’Arc e muito trabalha para que o povo católico que se encontra no bairro do Corintinha e vizinhos sigam os exemplos heróicos de Santa Joana d’Arc, que apesar das injustiças e ingratidões, morreu amando a Deus e a Sua Igreja. Abençoe-vos, pela intercessão de Santa Joana d’Arc, o Deus Todo-Poderoso, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém.


 

                                                                                                                                                                                                                                                                      
                                                                                                                                                                                                                                        
 
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